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Diários de Motocicleta
Quando acenderam as luzes pensei “Fazia tempo que eu não via um filme tão bom!”. Talvez não seja legal dizer isso logo de início, pois acabo criando uma enorme expectativa em quem ainda não o viu. Mas o filme de Walter Salles, além de belíssimo, conta uma estória sensível e emocionante. Impossível sair do cinema sem querer pegar a estrada. Lembro-me logo no início do filme, quando Ernesto e Alberto estão num bar e este pergunta: “Ernesto, queres passar o resto da vida assim?”, referindo-se a um velho sentado na mesa ao lado, quase dormindo sobre um jornal. A inquietude a vontade de viver, de não deixar que a vida passe assim tão timidamente, é o que levou os dois jovens a saírem de moto pela América. A sensação de pegar a estrada é indiscritível. Só quem o fez sabe. Busca-se conhecer novas pessoas, ver coisas diferentes, conhecer outras culturas, outros povos, mas sobretudo, busca-se viver. E, como o jovem Ernesto, cada viagem nos faz diferentes. Cada km percorrido é um km que ficamos mais distantes daquela pessoa que éramos no primeiro dia de viagem. Mas, enfim, para quem não conhecia a vida de Che, acaba simpatizando com aquele jovem alegre, despretensioso e inocente que deixa a capital Buenos Aires e que, sutilmente, se transforma num jovem idealista e decidido. A melhor surpresa do ano.
14/05/2004 Publicada por Lú
Quando acenderam as luzes pensei “Fazia tempo que eu não via um filme tão bom!”. Talvez não seja legal dizer isso logo de início, pois acabo criando uma enorme expectativa em quem ainda não o viu. Mas o filme de Walter Salles, além de belíssimo, conta uma estória sensível e emocionante. Impossível sair do cinema sem querer pegar a estrada. Lembro-me logo no início do filme, quando Ernesto e Alberto estão num bar e este pergunta: “Ernesto, queres passar o resto da vida assim?”, referindo-se a um velho sentado na mesa ao lado, quase dormindo sobre um jornal. A inquietude a vontade de viver, de não deixar que a vida passe assim tão timidamente, é o que levou os dois jovens a saírem de moto pela América. A sensação de pegar a estrada é indiscritível. Só quem o fez sabe. Busca-se conhecer novas pessoas, ver coisas diferentes, conhecer outras culturas, outros povos, mas sobretudo, busca-se viver. E, como o jovem Ernesto, cada viagem nos faz diferentes. Cada km percorrido é um km que ficamos mais distantes daquela pessoa que éramos no primeiro dia de viagem. Mas, enfim, para quem não conhecia a vida de Che, acaba simpatizando com aquele jovem alegre, despretensioso e inocente que deixa a capital Buenos Aires e que, sutilmente, se transforma num jovem idealista e decidido. A melhor surpresa do ano.
14/05/2004 Publicada por Lú



